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Mostrando postagens de setembro, 2026

Novidade das boas: Úrsula em Cordel

Não é surpresa para ninguém que sou fã de Nilza Dias, uma das maiores cordelistas do Brasil, além de ser uma grande defensora dos direitos das mulheres e das pautas ligadas à negritude e à conquista de espaços para todas nós, pretas, pardas, indígenas etc. Nilza já havia arrasado com a sua versão rimada de Orgulho e Preconceito (de Jane Austen), selecionada para o PNLD Literário, e agora volta com a mesma potência poética à recriação (ou seria transcriação?) de outro clássico de autoria feminina. A publicação marca a estreia de Nilza na coleção Clássicos em Cordel, da editora Nova Alexandria, a primeira do país a unir, no mesmo caçuá, a literatura de cordel e a literatura infantojuvenil.  Úrsula é o único romance da maranhense Maria Firmina dos Reis. Mais do que isso: publicado em 1859, é o primeiro romance de autoria afro-brasileira em nosso país. Ou seja, quando foi escrito, a escravidão ainda era uma nódoa e, talvez por isso, a autora tenha assinado a obra sob o pseudônimo "U...