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Livros que ilustrei

Ithale: fábulas de Moçambique, de Artinésio Widnesse
(Editora de Cultura, 2019
A jornada heroica de Maria, de Marco Haurélio 
(Melhoramentos, 2019)
Moby Dick em cordel, de Stélio Torquato
(Nova Alexandria, 2019)
Contos Encantados do Brasil,
de Marco Haurélio 
(Aletria, 2022)
O Sonho de Lampião, de Penélope Martins e Marco Haurélio 
(Principis/Ciranda Cultural, 2022)
O Dragão da Maldade e a Donzela Guerreira,
de Marco Haurélio (Palavras, 2023)
Muntara, a Guerreira, de Penélope Martins e
Tiago de Melo Andrade (Lê Editorial, 2024)
Flores do mandacaru - as mulheres no Forró,
de Cacá Lopes (Areia Dourada, 2024). 
Cordéis antológicos de Bule-Bule.
(Nova Alexandria, 2024).


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A peleja da Xilo com a IA

Corujinhas . Xilogravura produzida durante oficina ministrada pelo mestre J. Borges.  Foto: Thiago Lima. Nasci em Bom Jesus da Lapa, a meca sertaneja, segundo Euclides da Cunha, e cresci numa comunidade rural, a Agrovila 07, hoje parte do município de Serra do Ramalho. Cresci brincando nos quintais, ouvindo versos das cantigas de roda, as histórias imateriais narradas por minha bisavó Maria Magalhães Borges, que me criou desde o nascimento, e os enredos criativos da literatura de cordel. Vi, muitas vezes, meu avô materno, Pedro Pardim, carpinteiro de ofício, beradeiro do São Francisco, transformando madeira em canoas, remos, colheres de pau, vasilhas e até carros de boi. Era um processo demorado, que exigia muitos cuidados, feito com apuro e respeito. Acredito que minha vocação como xilogravadora tenha vindo daí, ainda que tenha começado para valer nessa arte somente em 2017. Há gravuras que exigem mais tempo, da pesquisa ao entalhe até a impressão. A madeira, com seus nós e irr...

Vidas em Cordel, uma exposição para a história

Foto: Guilherme Sai. A exposição Vidas em Cordel é, sem dúvidas, um marco na história da poesia popular e em minha caminhada, como produtora cultural e xilogravadora. Idealizada pelo Museu da Pessoa, em celebração aos 30 anos deste importante repositório da memória nacional, reúne depoimentos colhidos ao longo de 30 anos adaptados para o cordel.  Jonas Samaúma. Acervo: Museu da Pessoa . Os primeiros folhetos foram escritos por Jonas Samaúma, cocurador da exposição, com xilogravuras de Artur Soar; depois, Marco Haurélio e eu fomos convidados para a criação de textos e imagens que abarcassem o universo do cordel em consonância com a história dos entrevistados.  Nomes como Ailton Krenak, Gilberto Dimenstein e Roberta Estrela Dalva aparecem ao lado de outros não tão conhecidos do grande público, mas igualmente importantes, afinal, como diz o lema do Museu da Pessoa, toda história importa. E toda vida dá um cordel. A exposição percorreu cidades da Bahia, incluindo o Museu Afro, em ...

Como a xilo entrou no cordel?

  Uma pergunta que sempre me fazem quando ministro minhas oficinas é: quando a xilogravura entrou na literatura de cordel? Quem pesquisa tanto o cordel quanto a xilo afirma ter sido no ano de 1907, quando o famoso poeta popular e editor Francisco das Chagas Batista (1882-1930) fez uso de uma gravura retratando o cangaceiro pernambucano Antônio Silvino (Manoel Batista de Morais) na página interna de um folheto de sua autoria. O título da obra de 48 páginas, bem resumido, era simplesmente Antônio Silvino , mas vinha com uma farta descrição: “A história de Antônio Silvino, contendo o retrato e toda a vida de crimes do célebre cangaceiro, desde o seu primeiro crime até a presente data – Setembro de 1907”. Por que Chagas Batista teria optado por uma página interna e não pela capa, como seria mais lógico? Talvez pensasse que, ao estampar a imagem somente no “miolo” do folheto, estimularia o público a comprá-lo, para conhecer o retrato do famoso facínora. Mas isso é só uma especulaç...