Corujinhas . Xilogravura produzida durante oficina ministrada pelo mestre J. Borges. Foto: Thiago Lima. Nasci em Bom Jesus da Lapa, a meca sertaneja, segundo Euclides da Cunha, e cresci numa comunidade rural, a Agrovila 07, hoje parte do município de Serra do Ramalho. Cresci brincando nos quintais, ouvindo versos das cantigas de roda, as histórias imateriais narradas por minha bisavó Maria Magalhães Borges, que me criou desde o nascimento, e os enredos criativos da literatura de cordel. Vi, muitas vezes, meu avô materno, Pedro Pardim, carpinteiro de ofício, beradeiro do São Francisco, transformando madeira em canoas, remos, colheres de pau, vasilhas e até carros de boi. Era um processo demorado, que exigia muitos cuidados, feito com apuro e respeito. Acredito que minha vocação como xilogravadora tenha vindo daí, ainda que tenha começado para valer nessa arte somente em 2017. Há gravuras que exigem mais tempo, da pesquisa ao entalhe até a impressão. A madeira, com seus nós e irr...
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