Hoje este espaço, no qual compartilho minha incursão pelo mundo da xilogravura e da cultura popular, completa um ano de existência ou uma volta inteira ao redor do Sol. Os aniversários são, ao mesmo tempo, pontos de fechamento e de abertura: completa-se um ciclo, um “giro”, e começa-se uma nova marcação do tempo. Cumpre-se o rito de celebrar e também de avaliar o percurso. Nesse ano, postei pouco, na cadência do possível. Aqui partilhei minhas percepções e projeções (no sentido de representação) de ideias e indagações escritas para compartilhar com vocês sobre as coisas que me atravessam na arte e na existência, sem ainda assimilar a velocidade e a voracidade do algoritmo. Olho para o espelho e pergunto, nesse espaço-tempo, o que mudou, de fato, no campo da xilogravura , no lugar da mulher na xilogravura , das artes visuais, do patrimônio cultural imaterial? Muita luta, desde sempre, pois o debate em torno da presença feminina não como concessão, mas como direito e conquista avan...
Xilogravuras de Lucélia Borges